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Música do blog

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

MARILYN MANSON




Marilyn Manson (nome artístico de Brian Hugh Warner; Canton, 5 de janeiro de 1969) é um músico americano, líder e vocalista de uma banda epônima, conhecido por sua personalidade escandalosa. Seu nome artístico foi formado a partir dos nomes Marilyn Monroe e Charles Manson, mostrando o que ele considerava o último e mais perturbador dualismo da cultura estadunidense. Marilyn Manson, além de músico, também é pintor e já fez diversas pontas como ator em alguns filmes - além de dirigir curta-metragens.


Manson, junto com o guitarrista Scott Putesky, formou o Marilyn Manson & the Spooky Kids na Flórida, em 1989. Enquanto a banda ainda compunha e fazia shows para pequenos públicos, Manson conheceu Jeordie White e Gregory Stephen Bier Jr. (mais conhecidos, respectivamente, como Twiggy Ramirez e Madonna Wayne Gacy) em dois projetos paralelos: Satan on Fire - uma banda de metal cristão na qual ele tocou guitarra e baixo, e Sra. Scabtree - uma banda formada em colaboração com White e sua então namorada Jessicka, onde Manson tocava bateria.

No verão de 1993, a banda (agora já chamada apenas de Marilyn Manson) chamou a atenção de Trent Reznor, que produziu o seu álbum de estréia em 1994, Portrait of an American Family, e o lançou em sua gravadora, a Nothing Records. A banda começou a desenvolver um culto de seguidores, que se tornou ainda maior com o lançamento de Smells Like Children, em 1995. Esse EP rendeu à banda o primeiro grande sucesso exibido pela MTV com "Sweet Dreams (Are Made of This)", um cover do Eurythmicslançado em 1983.

Em 1996, Antichrist Superstar (co-produzido por Trent Reznor) foi um sucesso ainda maior, levando Marilyn Manson e sua banda ao sucesso mundial.

Jon Wiederhorn do MTV.com, se referiu a Marilyn Manson em 2003 como "o único artista dos dias de hoje". Sua banda vendeu, durante esses anos, mais de 50 milhões de álbuns.


ARTE
Manson declarou em uma entrevista de 2004 com a revista iD de ter começado sua carreira como pintor de aquarela em 1999, quando ele fez peças de cinco minutos e as vendeu a traficantes de drogas. Em 13-14 de setembro de 2002, foi realizado o seu primeiro show, The Golden Age of Grotesque, no Los Angeles Contemporary Exhibitions Centre. O crítico Henry Max comparou-os aos trabalhos de "materiais de pacientes psiquiátricos dada ao uso como terapia" e disse que seu trabalho nunca seria levado a sério em um contexto de belas artes, por escrito, que o valor estava "em sua celebridade, e não no seu trabalho".[8] Em 14-15 de Setembro de 2004, Manson realizou uma segunda exposição na primeira noite em Paris e a segunda em Berlim. O show foi chamado "Trismegisto", que foi também o título da peça central da exposição - três cabeças gigantes de Cristo pintadas em um painel de madeira antiga de uma tabela de embalsamadores.

Manson nomeou seu auto-proclamado Celebritarian Corporation. Ele cunhou um slogan para o movimento: "Vamos vender nossa sombra para aqueles que estão dentro dela."

Celebritarian Corporation é também o homônimo de uma galeria de arte de propriedade de Manson, chamado Celebritarian Corporation Gallery of Fine Art em Los Angeles para que a sua terceira exposição foi o show inaugural. De 2 a 17 de abril de 2007, seus últimos trabalhos foram em exposição no Space 39 Modern & Contemporary, na Flórida. 40 peças deste espetáculo viajaram para a Germany's Gallery Brigitte Schenk, em Cologne para ser exibido publicamente a partir de 28 de junho - 28 de julho de 2007. Manson foi recusado na Catedral de Colônia, quando ele estava na cidade para participar da noite de abertura. Este foi, de acordo com Manson, devido à sua composição.

Manson revelou uma série de 20 pinturas, em 2010, intituladas Genealogias da Dor, uma exposição apresentou na galeria Vienna's Kunsthalle que o artista colaborou com David Lynch.
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

QUEENS OF THE STONE AGE


O Queens Of The Stone Age teve sua origem em outra banda: o Kyuss, grupo de Palm Desert, Califórnia. Uma das representantes do stoner rock (estilo originário principalmente do hard rock/heavy metal), o Kyuss teve na sua formação nomes como Josh Homme, Nick Oliveri, John Garcia e Alfredo Hernandez. Em 1995, a banda se desfez e Josh Homme foi morar em Seattle, onde ingressou no Screaming Trees.

Em 1997, com os amigos Alfredo Hernandez (bateria) e Nick Oliveri (baixo), Josh Homme formou o Queens Of The Stone Age. A banda lançou o seu primeiro álbum em 1998. Intitulado simplesmente 'Queens of the Stone Age', o disco não teve o mesmo reconhecimento que os próximos álbuns ganhariam.

'R' (2000) e 'Songs for the Deaf'(2002) colocaram a banda como uma das mais criativas e cultuada dentro do rock do início dos anos 2000. 'R' definiu o estilo que consagrou o QOTSA: canções minimalista levadas por um baixo denso, bateria pulsante e ataques de guitarras. O álbum teve a participação nos vocais de Mark Lanegan (Screaming Treees) e Rob Halford (Judas Priest). Foi com esse disco no currículo que a banda desembarcou no Brasil, para o festival Rock In Rio, no início de 2001. No festival brasileiro, não foi a música do grupo que teve destaque, mas sim, o fato do baixista Nick Oliveri subir ao palco completamente nu, apenas protegido por seu baixo, causando um conflito com a polícia local.

'Songs for the Deaf' foi um dos mais aguardados discos de 2002. E por que? Não somente pelo respeito que a banda adquiriu após 'R', mas também porque Dave Grohl assumiu a bateria da banda durante as gravações. O líder do Foo Fighters (e ex-Nirvana) contribui para toda a expectativa e, de certa forma, para o bom resultado final do álbum.

Em 2004, depois de sérios desentendimentos entre Josh Homme e Nick Oliveri, este foi demitido do grupo.

Em 2005, com Josh Homme, Joey Castillo, Alain Johannes, Van Leeuwan e Mark Lanegan na formação, o QOTSA lançou o álbum 'Lullabies to Paralyze'. O excelente álbum 'Era Vulgaris' foi lançado em 2007.

Em 2009, Josh Homme apareceu com o projeto Them Crooked Vultures, que também contava com John Paul Jones (Led Zeppelin) e Dave Grohl. O trio lançou um álbum no mesmo ano, intitulado apenas 'Them Crooked Vultures'.

Pela Matador Records, o QOTSA lançou em junho de 2013 o álbum '...Like Clockwork', com Mark Lanegan, Trent Reznor, Elton John e o ex-integrante Nick Oliveri entre os convidados. Antes, em março do mesmo ano, a banda se apresentou no festival Lollapollooza Brasil, onde o baterista Jon Theodore (ex-The Mars Volta) fez a estreia ao vivo com o grupo. Em 2017, a banda lançou 'Villains', álbum coproduzido por Mark Ronson.

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

CHUCK BERRY



A música de Chuck Berry transcendeu gerações. Ele ganha respeito até hoje porque ele era realmente um artista. Berry, também conhecido como "O Pai do Rock & Roll", ganhou sucesso ao observar a reação do público e tocar de acordo, colocando a diversão dos ouvintes acima de tudo. Por esse motivo, músicas como "Johnny B. Goode", "Maybellene" e "Memphis" tornaram-se hinos para uma juventude americana integrada e cultura popular. Berry é um ícone musical que estabeleceu o rock and roll como uma forma musical e trouxe o mundo do preto e branco juntos em música. Nascido em St. Louis em 18 de outubro , 1926 Berry teve muitas influências em sua vida que moldaram seu estilo musical.Ele imitou a clareza vocal suave de seu ídolo, Nat King Cole, enquanto tocava músicas de blues de bandas como Muddy Waters. Berry escolheu cantar uma música de Jay McShann chamada "Confessin 'the Blues". Foi na apresentação musical de seus alunos do ensino médio, quando o blues era bem-vindo, mas não considerado apropriado para tal evento. Ele recebeu um estrondoso aplauso por sua ousada escolha e, a partir de então, Berry teve que estar no palco.

Berry pegou o violão depois disso, inspirado por seu parceiro na produção escolar. Ele descobriu que se ele aprendesse mudanças de ritmo e acordes de blues, ele poderia tocar a maioria das músicas populares no rádio na época. Seu amigo, Ira Harris, mostrou-lhe técnicas na guitarra que se tornariam a base do som original de Berry. Então, em 1952, ele começou a tocar guitarra e cantar em uma banda do clube cuja lista de músicas variava de blues a baladas, calypso a country. Berry estava se tornando um showman realizado, incorporando gestos e expressões faciais para acompanhar as letras. Foi em 1953 que Chuck Berry se juntou ao Sir John's Trio (eventualmente renomeado para Chuck Berry Combo), que tocou no popular Cosmopolitan Club em St. Louis. Música country-ocidental era grande na época, então Berry decidiu usar alguns dos riffs e criar seu próprio som caipira. O público negro achou que ele era maluco no começo, mas não resistiu a tentar dançar junto com ele. Como o país era popular entre os brancos, eles começaram a comparecer aos shows, e o público estava em alguns pontos quase 40% branco. As palhaçadas do show de Berry estavam chamando a atenção, mas os outros membros da banda também fizeram suas partes. Em suas próprias palavras: “Eu usaria minhas cordas para fazer uma passagem que Johnnie (Johnson) não poderia produzir com teclas de piano, mas a resposta seria tão próxima que ele receberia uma tremenda ovação. Sua resposta soaria semelhante a algumas que os dedos de Jerry Lee Lewis começaram a esfolar mais tarde. Como o país era popular entre os brancos, eles começaram a comparecer aos shows, e o público estava em alguns pontos quase 40% branco. As palhaçadas do show de Berry estavam chamando a atenção, mas os outros membros da banda também fizeram suas partes. Em suas próprias palavras: “Eu usaria minhas cordas para fazer uma passagem que Johnnie (Johnson) não poderia produzir com teclas de piano, mas a resposta seria tão próxima que ele receberia uma tremenda ovação. Sua resposta soaria semelhante a algumas que os dedos de Jerry Lee Lewis começaram a esfolar mais tarde. Como o país era popular entre os brancos, eles começaram a comparecer aos shows, e o público estava em alguns pontos quase 40% branco. As palhaçadas do show de Berry estavam chamando a atenção, mas os outros membros da banda também fizeram suas partes. Em suas próprias palavras: “Eu usaria minhas cordas para fazer uma passagem que Johnnie (Johnson) não poderia produzir com teclas de piano, mas a resposta seria tão próxima que ele receberia uma tremenda ovação. Sua resposta soaria semelhante a algumas que os dedos de Jerry Lee Lewis começaram a esfolar mais tarde. “Eu usaria as minhas cordas para fazer uma passagem que Johnnie (Johnson) não poderia produzir com teclas de piano, mas a resposta seria tão próxima que ele receberia uma tremenda ovação. Sua resposta soaria semelhante a algumas que os dedos de Jerry Lee Lewis começaram a esfolar mais tarde. “Eu usaria as minhas cordas para fazer uma passagem que Johnnie (Johnson) não poderia produzir com teclas de piano, mas a resposta seria tão próxima que ele receberia uma tremenda ovação. Sua resposta soaria semelhante a algumas que os dedos de Jerry Lee Lewis começaram a esfolar mais tarde.

Mais tarde, em 1955, Berry fez uma viagem a Chicago, onde se deparou com um clube onde seu ídolo, Muddy Waters, estava se apresentando. Ele chegou atrasado e só ouviu a última música, mas quando acabou, chamou a atenção de Waters e perguntou-lhe quem ver sobre como fazer um disco. Waters respondeu: “Sim, Leonard Chess. Sim, Chess Records lá no quadragésimo sétimo e Cottage. ”Berry foi lá na segunda-feira e descobriu que era um selo de blues onde grandes nomes como Howlin 'Wolf e Bo Diddley gravaram. Ele não tinha fitas para mostrar, mas Chess estava disposto a ouvir se ele trouxesse algumas de volta de St. Louis. Então Berry foi para casa e gravou alguns originais, incluindo o pretenso “Maybellene”, então chamado “Ida May”, e voltou para Chicago no final daquela semana para fazer um teste. Para surpresa de Berry, foi esse número caipira que chamou a atenção de Chess. Berry foi contratado pela Chess Records e no verão de 1955, “Maybellene” alcançou o 5º lugar nas paradas Pop e o 1º lugar nas paradas de R & B. Através de Chuck Berry, a Chess Records passou do gênero R & B para o mainstream e o próprio Berry estava a caminho do estrelato.

Berry continuou seu sucesso com hits como “Brown-Eyed Man”, “Too Much Monkey Business”, “Memphis”, “Roll Over, Beethoven!” E “Johnny B. Goode”. “Johnny B. Goode” é a obra-prima de Berry. , como reuniu todos os elementos do som musical único de Berry. Cimentou seu lugar na história do rock e levou à fama na década de 1950. Sua popularidade lhe rendeu aparições na televisão e no cinema e ele excursionou com frequência. O incrível sucesso de Berry se deve à sua capacidade de articular as preocupações e atitudes de seu público em sua música. No auge de seu sucesso, Berry era um negro de 30 anos cantando para uma platéia adolescente, na maioria branca. Apelidado de "Eternal Teenager", o conhecimento de Chuck Berry sobre o mercado pop possibilitou que ele quebrasse barreiras de cores e tocasse para um público integrado. Nos anos 60 e 70, A música de Berry foi a inspiração para grupos como os Beatles e os Rolling Stones. Berry teve uma série de gravações de retorno e em 1972 teve o primeiro e único hit # 1 na sua carreira com “My Ding-A-Ling. 1986 o viu adequadamente introduzido no Hall da Fama do Rock and Roll como o primeiro indutor da história. Como um tributo à sua penetração no reino do rock, um clipe de “Johnny B. Goode” foi escolhido na espaçonave Voyager I, provando que Chuck Berry e seu legado de rock são verdadeiramente fora deste mundo.
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GRETA VAN FLEET


Greta Van Fleet é uma banda de Rock And Roll fundada em 2012 sobre a qual você já deve ter ouvido falar. O quarteto é formado por três irmãos da família Kiszka, Josh, Jake e Sam, além de Danny Wagner, e desde que começou a ter performances ao vivo divulgada em vídeos na Internet, começou a ganhar cada vez mais atenção do mundo todo.

Muitos viram na banda uma espécie de “salvação do Rock”, já que o estilo anda tão em baixa quando o assunto é popularidade e desempenho comercial, e os jovens garotos que entoavam seus riffs com visível sinceridade e empolgação passaram a ser vistos como exemplos do que fãs de nomes como Black Sabbath, AC/DC e Led Zeppelin gostariam de ver e ouvir hoje em dia.
Greta Van Fleet e o Led Zeppelin

É seguro dizer que o Greta Van Fleet surgiu com suas próprias forças, vindo de uma cidadezinha chamada Frankenmuth, no estado de Michigan, Estados Unidos, e começou a fazer barulho por conta de virtudes ouvidas em músicas como “Highway Tune”.

É inegável, também, que a comparação com o Led Zeppelin fez com que muita gente fosse ouvir a banda só para dar o seu veredito e emitir a sua opinião, o que tornou-se a maior característica da era das redes sociais: não perder o bonde e falar, seja lá o que for, sobre o assunto do momento, é mais importante do que apreciar e entender qualquer obra ou tema na sociedade de 2018.

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sábado, 29 de dezembro de 2018

BLUE CHEER




O grupo, originalmente um sexteto, estava na ativa desde 1966, entretanto após sucessivas mudanças de formação em 1967 se estabelecem com um Power Trio com: Leigh Stevens na guitarra, Dickie Peterson no baixo e Paul Whaley na bateria. Todos tinham passagem por grupos menores (alguns como o Oxford Circle e Group B chegaram a fazer algum sucesso) e tinham musicais estilos bem consolidados.

De fato não podemos negar que desde os primórdios do rock existiam bandas com aspirações musicais mais pesadas: Yardbirds, Kinks (e os powerchords de hits como “You Really Got Me” e “All Day And All Of The Night”), o próprio Jimi Hendrix Experience, o subestimado Link Wray (haja vista seu pioneirismo em “Rumble” de 1958), entre outros. Porém quando assunto era esporro sonoro nenhum destes grupos superava esse pesado trio norte americano.

O Blue Cheer bem como Jimi Hendrix e Cream tinham as mesmas raízes musicais: o Blues. Entretanto, como disse certa Stevens o que a banda fez foi distorcer, contorcer, “entortar”, enfim maltratá-lo a ponto de deixa-lo irreconhecível. Para se ter uma ideia do arrombo sonoro do caras, reza a lenda que eles teriam estourado o equipamento de som na primeira tentativa de gravar seu disco de estreia e seus shows eram tocados com tanta potência, que alguns fãs reclamavam que daquela maneira acabariam surdos. E realmente não era brincadeira a maneira pela qual o Blue Cheer se apresentava e parecia impossível que apenas três caras em cima de um palco pudesse produzir tamanho estrago.

No final de 1967 o grupo consegue um contrato com a Phillips e em janeiro de 1968 é lançado um das maiores pérolas do Rock de Garagem sessentista: o seminal “Vincebus Eruptum”.

“Vincebus Eruptum” abre com uma versão (ou melhor dizendo uma reinvenção) abissal do clássico “Summertime Blues” de Eddie Cochran. Com sua marcante introdução “roubada” na cara dura da também clássica “Purple Haze” de Jimi Hendrix e os insanos vocais de Dickie Peterson, a canção é um dos primórdios do que anos mais tarde seria conhecido como Heavy Metal. Foi lançada como single e é responsável pelo sucesso do disco que alcançou a 11ª posição nas paradas americanas, uma ótima colocação para uma banda então novata. Para muitos esta é a melhor versão desta canção registrada em disco superior até mesmo a poderosa versão do The Who presente no álbum “Live At Leeds”.

“Rock Me Baby” cover de B.B. King leva a eletrificação do blues urbano até as ultima consequências. Já “Doctor Please”, a primeira composição de Peterson no disco, sugeria que ele precisava de ajuda médica tamanha a pancadaria sonora de quase 8 minutos de duração.

“Out Of Focus” mostrava o lado mais “acessível” da banda com um riff pegajoso permeando toda a música, e foi usada como lado B único single extraído do disco que tinha “Summertime Blues” como lado A.

O disco segue com outro cover “Parchment Farm” em uma versão que certamente causaria espanto em seu autor Moose Alison, tamanha a fúria com que é executada a canção. “Second Time Around” de Peterson é sem a dúvida a canção mais bruta do álbum. Com longas passagens instrumentais temos aqui a banda mostrando toda a selvageria de seu som com andamentos disformes (com direito a lisérgicos solos de bateria), paradas bruscas e solos extensos de guitarra altamente saturados com distorção e microfonia.

Foi a partir de “Vincebus Eruptum”, que as músicas ficaram Heavy de verdade. Quer gostemos ou não, foi o “Blue Cheer” com o seu tosco debute que definiu as diretrizes básicas do Hard Rock/Heavy Metal aprimorado anos mais tarde por bandas como Deep Purple e Led Zeppelin. Estão aqui os vocais ultra-agressivos de Peterson, a guitarra extremamente distorcida de Stevens, uma cozinha poderosa tocando no ultimo volume, longas passagens instrumentais com intervenções solos de baixo, guitarra e bateria (bem antes de isto de isto se tornar mero exibicionismo); tudo isso bem temperado com altas doses de blues.

Na época da sua estreia discográfica a banda foi altamente criticada por seu som sujo e nada psicodélico, onde o que menos importava era a técnica, o que valia mesmo era soar o mais pesado possível. Mas era justamente nestes “três acordes” que residia seu maior mérito e até hoje a banda é considerada pioneira no crossover entre o Heavy Metal e o Punk encontrando paralelo apenas em grupos como MC5 e Stooges.

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